A implantação de novos modelos em áreas residenciais previamente ocupadas é um grande problema, independentemente da classe social em questão: em Belo Horizonte, o bairro Belvedere que era exclusivamente residencial unifamiliar, teve algumas áreas liberadas para o uso multifamiliar, lesando os moradores originais. Em algumas favelas de BH, com a implantação do Vila Viva, ocorre algo semelhante: partes da favela são demolidas e substituídas por modelos de ocupação totalmente diversos dos existentes.
O contraste que se dá em consequencia dessa ação, parece ser negativo tanto por desvalorizar simbolicamente os barracos e os modos de vida tradicionais, quanto por transformar os moradores dos novos edifícios coletivos, em moradores de "pombais", ou seja, em pessoas sem identidade.
Não sou contra as demolições, pois em muitos casos elas são necessárias e mesmo o modo de vida precisa muitas vezes de aprimoramento. Mas penso que deve haver um grande cuidado na escolha dos novos modelos de assentamento. Essa foi, me parece, a conclusão que o 9ºPeríodo chegou, na análise do contexto do trabalho em desenvolvimento.